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Antes de renovar o VMware: o que levantar para não pagar por núcleo que não usa

Por Global Data Solutions

Antes de renovar o VMware: o que levantar para não pagar por núcleo que não usa

Resumo: Antes de pedir a cotação de renovação do VMware, a empresa precisa de um inventário em doze pontos: hosts e CPUs, núcleos físicos por CPU e núcleos cobrados (com o mínimo de 16 por CPU), quais hosts ainda precisam existir, máquinas virtuais ligadas e órfãs, recursos de fato em uso (vSAN, NSX, DRS, HA), edição e versão, datas do contrato, software homologado só em VMware, integrações de backup e monitoramento, licenciamento que a empresa já tem em outro lugar, janela da equipe e idade do hardware. Com isso na mão, a cotação reflete o que roda hoje, e não o contrato de três anos atrás.

A cotação de renovação chega em geral como cópia do contrato anterior, e o contrato anterior foi dimensionado para um ambiente que já mudou. O resultado é pagar por núcleo que não roda mais. Este checklist é o levantamento que a empresa faz antes de pedir a cotação, para que ela reflita o ambiente de hoje. A Global Data, empresa de TI em São Paulo, usa essa mesma lista na avaliação de renovação VMware que faz para clientes.

A regra que torna o inventário obrigatório cabe em uma frase: a VMware cobra por núcleo físico de processador, com mínimo de 16 núcleos por CPU, em assinatura. Como isso funciona em detalhe, com datas e fontes, está no artigo sobre o que mudou no licenciamento VMware depois da Broadcom. Aqui o assunto é o que fazer com a regra.

O checklist do inventário

  1. Hosts e CPUs. Quantos hosts ESXi existem, quantos processadores físicos tem cada um. Fonte: o vCenter, na aba de hardware de cada host, e a nota fiscal do servidor. Não confiar na memória de quem comprou.

  2. Núcleos físicos por CPU. O número de núcleos de cada processador, sem contar hyperthreading. O vCenter mostra “cores per socket”. É esse número que entra na conta, não o de threads lógicas nem o de vCPU alocadas às máquinas virtuais.

  3. Núcleos cobrados. Para cada CPU, o maior valor entre os núcleos físicos e 16. Some tudo. Um host com dois processadores de 8 núcleos entra como 32; um host com dois de 24 entra como 48. A diferença entre “núcleos que rodam” e “núcleos cobrados” é o primeiro número que a cotação deve mostrar.

  4. Hosts que ainda precisam existir. Para cada host, o que roda nele e se aquilo caberia em outro. É comum encontrar um host ligado por hábito, com duas máquinas virtuais que sobraram de um projeto. Desligar um host de dois processadores tira 32 núcleos da cotação todo ano.

  5. Máquinas virtuais. Lista completa, com estado (ligada, desligada, órfã), vCPU e memória alocadas versus usadas nos últimos meses, e dono de cada uma. Máquina desligada há um ano é candidata a sair, e o que sai libera capacidade para consolidar hosts.

  6. Recursos em uso de fato. vSAN como storage, NSX para rede ou microssegmentação, DRS, HA, réplicas, Site Recovery Manager, vCenter em modo enhanced linked. O critério é “configurado e em uso”, não “licenciado”. Esse item decide entre os pacotes na renovação e decide, mais tarde, se migrar é viável.

  7. Edição e versão. Standard, Enterprise Plus ou Essentials Plus, e a versão instalada (7 ou 8). O suporte geral do vSphere 7 terminou em 2 de outubro de 2025; o do vSphere 8 está indicado pela Broadcom para 11 de outubro de 2027. Quem está no 7 renova e atualiza; quem está no 8 tem uma data no horizonte.

  8. O contrato. Data de aniversário, prazo (um ou três anos), quem é o revendedor e a data limite para fechar a renovação sem cair na taxa de atraso prevista nos termos da Broadcom. Esse item define o calendário de tudo o que vem depois.

  9. Software homologado só em VMware. Contratos de suporte de sistemas de gestão, laboratório, saúde ou indústria que exigem VMware como plataforma. Ler o contrato, não perguntar ao fornecedor por telefone. Uma exigência dessas vale mais do que qualquer cotação.

  10. Integrações de backup e monitoramento. O que depende da API do vSphere hoje: o backup (Acronis, Veeam ou outro) e os sensores de monitoramento (PRTG ou outro). Isso não muda a renovação, mas muda o esforço de qualquer migração futura, e precisa constar do inventário.

  11. Licenciamento que a empresa já tem em outro lugar. Windows Server Datacenter, em especial, porque inclui o Hyper-V. Se a empresa já paga por ele, uma das alternativas ao VMware já está licenciada. Vale também listar contratos de nuvem já ativos.

  12. Equipe, janela e hardware. Quem opera o ambiente, quanta folga essa pessoa tem para um piloto, e a idade dos hosts: garantia, fim de garantia, se a troca de hardware coincide com a renovação. Servidor com garantia vencendo no mesmo ano é um argumento a mais para decidir o desenho inteiro de uma vez.

Com o inventário na mão

Três coisas mudam depois desse levantamento. A cotação passa a ser pedida com o número de núcleos cobrados que a empresa calculou, e não com o que o revendedor repetiu do contrato anterior. Os itens 6, 9 e 11 respondem, antes de qualquer conversa, se migrar é sequer uma opção. E o item 8 dá o prazo: com a data de aniversário na mesa, a empresa sabe se cabe piloto antes da renovação ou se a migração é assunto do ciclo seguinte.

O que fazer com esses três resultados, e como escolher entre renovar ajustado, dividir o ambiente ou migrar, está no artigo sobre renovar, renegociar ou migrar depois da Broadcom. Quando a empresa prefere receber o inventário e os cenários por escrito, a Global Data faz esse trabalho na avaliação de renovação VMware, que vale mesmo quando a resposta é renovar.

Perguntas frequentes

Núcleos cobrados e núcleos físicos são a mesma coisa?

Não. Núcleos físicos são os que o processador tem. Núcleos cobrados são o maior valor entre os físicos e 16, por CPU. Em processadores com menos de 16 núcleos, a empresa paga por núcleos que não existem.

Hyperthreading conta na licença?

Não. A cobrança é por núcleo físico. Threads lógicas e vCPU alocadas às máquinas virtuais não entram na conta.

Desligar um host reduz a cotação?

Sim, desde que ele saia do inventário antes da cotação. Cada host de dois processadores retira ao menos 32 núcleos cobrados. Antes de desligar, as máquinas virtuais dele precisam caber em outro host com folga real, medida, e não estimada.

Quanto tempo antes da data de aniversário o levantamento deve ser feito?

Com antecedência suficiente para consolidar hosts e, se for o caso, fazer um piloto de migração antes de renovar. Em ambientes pequenos, alguns meses. Em ambientes com vSAN ou NSX, o ciclo inteiro, porque a decisão costuma ser renovar e planejar a mudança para o ciclo seguinte.

Se a sua renovação está no calendário e o inventário ainda não existe, ele é o primeiro passo. Quero o inventário e a cotação ajustada do meu ambiente VMware

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