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Como Escolher Empresa de TI: 12 Critérios Essenciais para Decisores

Escolha de empresa de tecnologia.

Escolher a empresa certa de terceirização de TI pode ser a diferença entre uma infraestrutura estável e produtiva ou meses de dor de cabeça, downtime recorrente e custos inesperados. Não é uma decisão que deva ser tomada baseada apenas em preço ou promessas comerciais.

Gestores e diretores que passam por esse processo precisam avaliar dezenas de variáveis técnicas, comerciais e operacionais para garantir que o fornecedor escolhido realmente entrega o que promete — e continua entregando ao longo de todo o contrato.

Este guia apresenta 12 critérios essenciais que devem ser avaliados antes de assinar qualquer contrato, além de um framework objetivo de scoring e sinais de alerta que indicam fornecedores problemáticos.


Por Que a Escolha Certa É Crucial

A terceirização de TI não é apenas uma decisão técnica — é uma decisão estratégica que impacta diretamente na continuidade operacional do negócio.

Uma escolha equivocada gera consequências graves: downtime frequente que paralisa operações, custos ocultos que estouram o orçamento, problemas de segurança que expõem dados críticos, contratos armadilhados que prendem a empresa por anos, e equipes técnicas despreparadas que agravam problemas ao invés de resolvê-los.

Por outro lado, o parceiro certo transforma TI de fonte de problemas em vantagem competitiva. Empresas que escolhem bem seus fornecedores de terceirização experimentam redução drástica em tempo de inatividade, previsibilidade real de custos, acesso a expertise técnica de alto nível, foco da equipe interna em projetos estratégicos, e escalabilidade rápida conforme o negócio cresce.

A diferença entre esses dois cenários está na metodologia de seleção. Empresas que escolhem baseadas apenas em preço ou indicações superficiais enfrentam os problemas do primeiro cenário. Aquelas que avaliam criteriosamente cada fornecedor usando critérios objetivos colhem os benefícios do segundo.

Se você ainda está na fase de decisão entre manter equipe interna ou terceirizar, confira nosso comparativo completo entre equipe interna e terceirização de TI.


CRITÉRIO 1: Certificações e Parcerias Oficiais

Certificações técnicas e parcerias com fabricantes não são apenas selos bonitos para marketing — são evidências objetivas de que a empresa investe em capacitação contínua e mantém padrões reconhecidos pela indústria.

O que avaliar:

Certificações de fabricantes: Microsoft Partner, VMware Partner, Cisco Partner, AWS Partner, Dell Technologies Partner. Empresas certificadas têm acesso a suporte técnico direto do fabricante, treinamentos exclusivos e ferramentas avançadas.

Certificações de segurança: ISO 27001 (gestão de segurança da informação), SOC 2 (controles de segurança e privacidade), LGPD compliance. Essas certificações passam por auditorias rigorosas e indicam processos maduros.

Certificações individuais da equipe: Profissionais com MCSA, MCSE, VCP, CCNA, AWS Solutions Architect, CompTIA. Certificações individuais comprovam conhecimento técnico profundo.

Perguntas a fazer:

  • Quais certificações sua empresa possui atualmente?
  • Sua equipe técnica tem certificações individuais? Quantos profissionais?
  • As certificações são renovadas regularmente?
  • Vocês participam de programas de atualização dos fabricantes?

Sinais positivos:

✅ Múltiplas certificações de fabricantes relevantes para sua tecnologia
✅ Certificações de segurança auditadas externamente
✅ Mais de 50% da equipe técnica com certificações individuais ativas
✅ Participação em eventos e treinamentos contínuos

Red flags:

🚩 Nenhuma certificação oficial (apenas “experiência”)
🚩 Certificações desatualizadas há mais de 2 anos
🚩 Não conseguem mostrar certificados ao serem solicitados
🚩 Alegam certificações que não aparecem em verificação nos sites oficiais


CRITÉRIO 2: Experiência no Seu Segmento

Experiência genérica em TI não é suficiente. Cada segmento tem particularidades técnicas, regulatórias e operacionais que exigem conhecimento específico.

Por que segmento importa:

Indústria: Ambientes OT (Operational Technology) integrados com TI, sistemas SCADA, necessidade de alta disponibilidade 24/7, ambientes agressivos.

Saúde: Compliance com HIPAA, sistemas específicos (PACS, HIS, RIS), segurança reforçada de dados de pacientes, disponibilidade crítica.

Financeiro: Regulamentação rigorosa (Banco Central, CVM), segurança extrema, auditoria constante, sistemas transacionais de alta performance.

Varejo/E-commerce: Picos sazonais extremos, integração com múltiplos sistemas (ERP, CRM, PDV), necessidade de escalabilidade rápida.

Serviços Profissionais: Mobilidade, trabalho remoto, ferramentas colaborativas, segurança de dados de clientes.

O que avaliar:

Peça cases de sucesso específicos do seu segmento. Um fornecedor que atende predominantemente escritórios de advocacia pode não ter expertise para ambiente industrial, e vice-versa.

Verifique o conhecimento de regulamentações específicas do seu setor. Se você é da área da saúde, o fornecedor conhece LGPD aplicada a dados de pacientes? Se é financeiro, ele entende as exigências do Banco Central?

Perguntas a fazer:

  • Quantos clientes você atende no nosso segmento atualmente?
  • Quais são os desafios técnicos específicos que você encontra neste segmento?
  • Pode compartilhar um case detalhado similar ao nosso cenário?
  • Sua equipe tem familiaridade com as regulamentações do nosso setor?

Sinais positivos:

✅ Ao menos 30% da carteira no seu segmento
✅ Cases documentados com detalhes técnicos
✅ Conhecimento demonstrável de regulamentações específicas
✅ Referências de clientes similares disponíveis

Red flags:

🚩 Primeiro cliente do seu segmento (“mas temos experiência geral”)
🚩 Cases muito genéricos sem detalhes técnicos
🚩 Desconhecimento total de regulamentações do setor
🚩 Não conseguem fornecer referências no segmento


CRITÉRIO 3: Portfolio de Clientes e Cases de Sucesso

O histórico de atendimento é a evidência mais confiável da capacidade de entrega. Cases de sucesso revelam não apenas o que a empresa fez, mas como ela resolve problemas reais.

O que avaliar em um case:

Desafio inicial: O problema estava claro? Era similar ao seu?
Solução implementada: Detalhes técnicos, não apenas discurso comercial
Resultados mensuráveis: Redução de X% em downtime, economia de Y%, melhoria de Z% em tempo de resposta
Tempo de implementação: Foi realista? Teve atrasos significativos?
Desafios enfrentados: Cases honestos incluem obstáculos e como foram superados

Perguntas a fazer:

  • Pode mostrar 3-5 cases de clientes com perfil similar ao nosso?
  • Quais foram os maiores desafios técnicos em cada projeto?
  • Houve algum projeto que não foi bem? O que aprenderam?
  • Posso conversar com 3 clientes de referência?

Como avaliar referências:

Não aceite apenas contatos fornecidos pela empresa. Pesquise avaliações públicas em Google, Reclame Aqui, LinkedIn e fóruns do setor.

Durante conversas com referências, pergunte sobre: tempo de parceria, quantidade de incidentes críticos no último ano, cumprimento real do SLA prometido, qualidade da comunicação, custos inesperados, e se recomendariam novamente.

Sinais positivos:

✅ Portfolio diversificado mas com foco em seu segmento
✅ Cases com métricas objetivas de resultado
✅ Referências entusiasmadas e detalhistas
✅ Transparência sobre desafios enfrentados

Red flags:

🚩 Apenas 1-2 clientes (alta dependência)
🚩 Cases extremamente genéricos sem substância técnica
🚩 Referências evasivas ou claramente “arranjadas”
🚩 Recusa em compartilhar contatos de clientes ativos
🚩 Múltiplas reclamações não resolvidas em plataformas públicas


CRITÉRIO 4: Modelo de Atendimento (Proativo vs Reativo)

O modelo operacional define se você terá uma parceria estratégica ou apenas um “apagador de incêndios” que age só quando algo quebra.

Atendimento Reativo (Problemático):

Aguarda você abrir chamados, não monitora proativamente, descobre problemas apenas quando usuários reclamam, não antecipa necessidades futuras, atua apenas em incidentes, sem prevenção.

Este modelo era aceitável há 15 anos, mas hoje é incompatível com negócios que dependem de tecnologia para operar continuamente.

Atendimento Proativo (Ideal):

Monitora infraestrutura 24/7 com alertas automáticos, identifica e resolve problemas antes de impactar usuários, faz manutenções preventivas agendadas, apresenta relatórios mensais com indicadores, propõe melhorias baseadas em dados.

Como identificar:

Pergunte qual o percentual de incidentes que são identificados proativamente (antes do cliente reportar) versus reativamente. Fornecedores maduros têm 70-80% de resolução proativa.

Questione sobre as ferramentas de monitoramento utilizadas. PRTG, Zabbix, Nagios, SolarWinds, Datadog são exemplos de ferramentas sérias. “Checamos manualmente” não é monitoramento.

Solicite exemplos de relatórios mensais que eles enviam para clientes. Relatórios de qualidade incluem: quantidade de incidentes, tempo médio de resolução, disponibilidade real vs SLA, ações preventivas realizadas, recomendações de melhorias.

Perguntas a fazer:

  • Como funciona o monitoramento proativo da infraestrutura?
  • Quais ferramentas são utilizadas?
  • Qual o percentual de problemas identificados antes de impactar usuários?
  • Como são os relatórios de acompanhamento?
  • Vocês propõem melhorias ou apenas reagem a demandas?

Sinais positivos:

✅ Ferramentas profissionais de monitoramento 24/7
✅ Mais de 70% de incidentes identificados proativamente
✅ Relatórios mensais estruturados com indicadores
✅ Propostas regulares de otimização

Red flags:

🚩 “Aguardamos você abrir chamado quando tiver problema”
🚩 Sem ferramentas de monitoramento automatizado
🚩 Não geram relatórios ou só enviam quando solicitado
🚩 Nunca propõem melhorias espontaneamente


CRITÉRIO 5: Infraestrutura e Ferramentas

A infraestrutura que o fornecedor utiliza para operar define diretamente a qualidade do serviço que você receberá.

O que avaliar:

Central de atendimento: Sistema profissional de tickets (Freshdesk, ServiceNow, Jira Service Desk) com portal para cliente acompanhar, ou apenas email/WhatsApp?

Monitoramento: Ferramentas enterprise (PRTG, Zabbix, SolarWinds, Datadog) com dashboards em tempo real, ou checagens manuais esporádicas?

Acesso remoto: Soluções seguras corporativas (TeamViewer Corporate, ConnectWise, LogMeIn), ou ferramentas gratuitas sem controle?

Documentação: Sistema estruturado de base de conhecimento e documentação de infraestrutura, ou informações dispersas em planilhas e emails?

Backup e DR: Solução profissional de backup gerenciado, testes regulares de restauração, ou backups não supervisionados?

Perguntas a fazer:

  • Posso ver o portal/dashboard que terei acesso como cliente?
  • Quais ferramentas de monitoramento serão implementadas no meu ambiente?
  • Como funciona o sistema de abertura e acompanhamento de chamados?
  • Vocês fazem testes regulares de restauração de backup?
  • Como é feita a documentação do ambiente do cliente?

Sinais positivos:

✅ Portal de cliente profissional com transparência total
✅ Ferramentas enterprise de monitoramento e gestão
✅ Documentação estruturada e atualizada
✅ Processos formais de backup e disaster recovery

Red flags:

🚩 Atendimento apenas por WhatsApp sem sistema de tickets
🚩 “Usamos ferramentas gratuitas” (TeamViewer free, etc)
🚩 Sem dashboard ou acesso a métricas em tempo real
🚩 Documentação “fazemos quando necessário”


CRITÉRIO 6: SLA e Garantias Contratuais

O SLA (Service Level Agreement) é o coração do contrato. Um SLA bem estruturado protege seu negócio; um SLA vago gera conflitos inevitáveis.

Elementos essenciais de um SLA sólido:

Tempos de resposta por prioridade:

  • Crítico (sistemas parados): 15-30 minutos
  • Alto (degradação severa): 1-2 horas
  • Médio (problema localizado): 4-8 horas
  • Baixo (dúvidas/melhorias): 24-48 horas

Tempos de resolução esperados:

  • Crítico: 2-4 horas
  • Alto: 8-24 horas
  • Médio: 48 horas
  • Baixo: 5 dias úteis

Disponibilidade garantida:

  • Sistemas críticos: 99,5% ou superior
  • Sistemas de suporte: 99% ou superior
  • Janelas de manutenção: claramente definidas

Penalidades por descumprimento:

  • Créditos no valor do serviço (10-30% por violação)
  • Direito de rescisão sem multa após X violações consecutivas
  • SLA aplicado mensalmente, não anualmente

O que NÃO aceitar em SLA:

❌ “Atendimento prioritário” (sem número específico)
❌ “Alta disponibilidade” (sem percentual garantido)
❌ “Resolução no menor tempo possível” (não é métrica)
❌ SLA sem penalidades (não tem dentes)
❌ Disponibilidade medida anualmente (camufla problemas)

Perguntas a fazer:

  • Qual o SLA exato de resposta para incidente crítico?
  • Como é medida a disponibilidade (mensal ou anual)?
  • Quais são as penalidades por descumprimento do SLA?
  • Posso rescindir sem multa se o SLA for violado repetidamente?
  • Como faço para reportar violação de SLA?

Sinais positivos:

✅ Métricas específicas e mensuráveis
✅ Penalidades claras por descumprimento
✅ Medição mensal de cumprimento
✅ Processo formal de reporte e escalonamento

Red flags:

🚩 SLA com termos vagos e subjetivos
🚩 Sem penalidades por descumprimento
🚩ção anual (esconde problemas mensais)
🚩 “Faremos o melhor possível” ao invés de garantias


CRITÉRIO 7: Equipe Técnica e Qualificação

A qualidade do serviço depende diretamente das pessoas que executarão o trabalho. Não importa quão boa seja a empresa se quem atende é despreparado.

O que avaliar:

Qualificação da equipe: Quantos profissionais têm certificações ativas? Qual o nível de senioridade médio (júnior, pleno, sênior)?

Estrutura de atendimento: Há níveis de suporte (N1, N2, N3)? Qual o perfil de quem atenderá seu chamado inicial?

Rotatividade: Qual o turnover médio da equipe técnica? Alta rotatividade indica problemas internos e perda de conhecimento.

Idiomas: Se você tem operações internacionais ou usa tecnologias com documentação em inglês, a equipe domina o idioma?

Dedicação: Você terá ponto de contato dedicado ou será atendido por quem estiver disponível?

Perguntas a fazer:

  • Quem serão os profissionais alocados para minha conta?
  • Posso conhecer o líder técnico que gerenciará meu ambiente?
  • Qual o percentual da equipe com certificações ativas?
  • Qual o tempo médio de casa dos técnicos?
  • Terei um técnico de referência ou atendimento rotativo?

Sinais positivos:

✅ Equipe predominantemente plena/sênior
✅ Baixo turnover (profissionais com 2+ anos na empresa)
✅ Ponto de contato técnico dedicado
✅ Possibilidade de conhecer a equipe antes de fechar

Red flags:

🚩 Equipe majoritariamente júnior sem supervisão
🚩 Alto turnover (troca frequente de técnicos)
🚩 Não podem apresentar quem atenderá sua conta
🚩 “Qualquer técnico disponível atende” (sem dedicação)

Para entender melhor o processo completo de contratação, incluindo como avaliar a equipe, confira nosso guia sobre como contratar empresa de terceirização de TI.


CRITÉRIO 8: Segurança da Informação e Compliance

Terceirizar TI significa dar acesso privilegiado a sistemas, dados e credenciais críticas. Segurança não pode ser negociável.

O que avaliar:

Políticas de acesso: Como são gerenciadas credenciais de acesso? Há autenticação multifator obrigatória? Acessos são logados e auditáveis?

Confidencialidade: Há NDA (acordo de confidencialidade) robusto? Como é garantida a proteção de dados sensíveis?

Certificações de segurança: ISO 27001, SOC 2, ou equivalentes? Quando foi a última auditoria?

Compliance regulatório: Se seu setor tem regulamentações específicas (LGPD, HIPAA, PCI-DSS), o fornecedor está familiarizado?

Plano de resposta a incidentes: Existe protocolo formal para lidar com incidentes de segurança? Quanto tempo para notificação?

Backup e disaster recovery: Os backups são gerenciados com segurança? Há testes regulares de restauração?

Perguntas a fazer:

  • Quais certificações de segurança sua empresa possui?
  • Como vocês garantem a segurança das credenciais de acesso aos meus sistemas?
  • Existe NDA específico sobre dados do cliente?
  • Qual seu procedimento em caso de incidente de segurança?
  • Com que frequência são testados os backups e DR?

Sinais positivos:

✅ Certificações de segurança auditadas (ISO 27001, SOC 2)
✅ Políticas formais de gestão de acessos
✅ NDA robusto e específico
✅ Plano documentado de resposta a incidentes
✅ Testes trimestrais de DR

Red flags:

🚩 Sem certificações de segurança
🚩 Acesso compartilhado entre clientes diferentes
🚩 “Confiamos na nossa equipe” sem controles técnicos
🚩 Sem plano formal de resposta a incidentes
🚩 Backups nunca testados


CRITÉRIO 9: Transparência e Relatórios

Transparência operacional permite que você avalie objetivamente se o fornecedor está cumprindo o prometido.

O que avaliar:

Relatórios mensais: Incluem indicadores objetivos (quantidade de chamados, tempo médio de resolução, cumprimento de SLA, ações preventivas)?

Dashboard em tempo real: Você tem acesso a métricas atualizadas ou só recebe informação quando solicita?

Histórico de chamados: Sistema permite consultar todo o histórico, ver tempos de atendimento e ações realizadas?

Comunicação proativa: Você é informado de manutenções, mudanças, problemas identificados, ou descobre apenas quando algo para?

Reuniões periódicas: Há ritual estabelecido de reuniões (semanais operacionais, mensais estratégicas, trimestrais de governança)?

Perguntas a fazer:

  • Posso ver um exemplo de relatório mensal que você envia?
  • Terei acesso a dashboard em tempo real?
  • Como funciona a comunicação sobre manutenções planejadas?
  • Há reuniões periódicas agendadas ou só quando solicitamos?
  • Posso auditar o histórico completo de atendimentos?

Sinais positivos:

✅ Relatórios mensais automáticos com KPIs
✅ Portal de cliente com métricas em tempo real
✅ Rituais de governança pré-estabelecidos
✅ Comunicação proativa sobre mudanças

Red flags:

🚩 “Enviamos relatório quando você pedir”
🚩 Sem acesso a métricas em tempo real
🚩 Comunicação apenas reativa
🚩 Não há rituais formais de acompanhamento


CRITÉRIO 10: Escalabilidade e Flexibilidade

Seu negócio mudará ao longo do contrato. O fornecedor precisa acompanhar essas mudanças sem travas burocráticas ou custos proibitivos.

O que avaliar:

Facilidade de escalar serviços: É possível adicionar usuários, servidores, serviços sem renegociar contrato inteiro?

Flexibilidade comercial: Há tiers de serviço que você pode subir/descer conforme necessidade?

Suporte a crescimento: Se você abrir filiais, o fornecedor consegue estender cobertura rapidamente?

Adaptação a novas tecnologias: O fornecedor acompanha evolução tecnológica ou está preso a modelos antigos?

Perguntas a fazer:

  • Como funciona se eu precisar adicionar usuários ou servidores ao longo do contrato?
  • É possível aumentar/diminuir o nível de serviço conforme minha necessidade?
  • Se eu abrir uma filial, vocês conseguem cobrir?
  • Vocês trabalham com tecnologias modernas (cloud, containers, etc)?

Sinais positivos:

✅ Modelo flexível com fácil adição/redução de serviços
✅ Cobertura geograficamente escalável
✅ Expertise em tecnologias modernas e legadas
✅ Processo simples de ajuste de contrato

Red flags:

🚩 Contrato rígido com multas para qualquer mudança
🚩 “Precisamos renegociar tudo” para adicionar 1 usuário
🚩 Cobertura limitada a uma única região
🚩 Trabalham apenas com tecnologias ultrapassadas


CRITÉRIO 11: Custo-Benefício Real

Preço isolado é métrica falha. O que importa é o valor entregue versus o investimento feito.

Como avaliar custo-benefício:

O que está incluído: Liste exatamente o que está no valor base (suporte, monitoramento, backup, relatórios, atualizações).

O que é cobrado extra: Identifique custos adicionais (atendimento fora do horário, projetos especiais, novos serviços).

Comparação justa: Compare propostas com escopo idêntico, não apenas valores absolutos.

TCO de longo prazo: Considere custos de saída, reajustes anuais, investimentos ocultos.

Estrutura de custos transparente:

  • Mensalidade base: R$ X
  • Inclui: lista específica de serviços
  • Extras: lista de serviços não incluídos e como são cobrados
  • Reajuste: índice utilizado (IGPM, IPCA, etc) e frequência
  • Custos de saída: multas, transições, devoluções

Perguntas a fazer:

  • O que exatamente está incluído no valor mensal?
  • Quais serviços são cobrados separadamente e como?
  • Como funciona o reajuste anual?
  • Há custos de saída se eu decidir trocar de fornecedor?
  • Existem investimentos iniciais obrigatórios?

Sinais positivos:

✅ Proposta detalhada com tudo incluído/excluído
✅ Preço alinhado com mercado (nem muito acima nem muito abaixo)
✅ Transparência total sobre extras
✅ Reajuste atrelado a índice oficial

Red flags:

🚩 Preço muito abaixo da concorrência (algo está oculto)
🚩 Proposta vaga “a partir de R$ X”
🚩 Muitos itens básicos cobrados como extra
🚩 Custos de saída abusivos que prendem o cliente

Para entender todas as vantagens que a terceirização oferece quando bem escolhida, confira nosso artigo sobre vantagens da terceirização de TI.


CRITÉRIO 12: Atendimento e Suporte Pós-Venda

A qualidade do relacionamento pós-venda define se a parceria será produtiva ou desgastante.

O que avaliar:

Canais de atendimento: Telefone, email, portal, WhatsApp? Todos funcionam 24/7 ou só horário comercial?

Responsividade: Quanto tempo levam para responder solicitações não emergenciais?

Postura em conflitos: Como lidam com reclamações, erros, descumprimento de SLA?

Proatividade: Sugerem melhorias espontaneamente ou só reagem quando você pede?

Acessibilidade: Você consegue falar com quem decide ou só com atendentes sem autonomia?

Teste durante prospecção:

A forma como o fornecedor te atende ANTES de fechar contrato é um preview de como será DEPOIS. Fornecedor que demora dias para responder cotação provavelmente será igualmente lento depois.

Perguntas a fazer:

  • Como funciona o atendimento após fechamento do contrato?
  • Quem será meu ponto de contato principal?
  • Como vocês lidam quando acontece um erro da equipe de vocês?
  • Posso falar diretamente com o responsável técnico quando necessário?
  • Como é o processo de escalonamento para problemas não resolvidos?

Sinais positivos:

✅ Múltiplos canais de comunicação
✅ Resposta rápida durante prospecção
✅ Postura colaborativa, não defensiva
✅ Acesso a liderança técnica quando necessário

Red flags:

🚩 Demora excessiva para responder na fase comercial
🚩 Atendimento apenas por email em horário comercial
🚩 Postura defensiva quando questionados sobre problemas
🚩 “Fale com o comercial sobre qualquer coisa” (sem autonomia técnica)


Framework de Scoring: Avalie Cada Fornecedor Objetivamente

Use este framework para pontuar cada fornecedor de 0 a 10 em cada critério. Fornecedores com pontuação abaixo de 7 em critérios críticos devem ser eliminados.

Planilha de Avaliação:

CRITÉRIOPESOFORNECEDOR AFORNECEDOR BFORNECEDOR C
1. Certificações e Parcerias1x___ / 10___ / 10___ / 10
2. Experiência no Segmento2x___ / 10___ / 10___ / 10
3. Portfolio e Cases2x___ / 10___ / 10___ / 10
4. Atendimento Proativo3x___ / 10___ / 10___ / 10
5. Infraestrutura e Ferramentas2x___ / 10___ / 10___ / 10
6. SLA e Garantias3x___ / 10___ / 10___ / 10
7. Equipe Técnica3x___ / 10___ / 10___ / 10
8. Segurança e Compliance3x___ / 10___ / 10___ / 10
9. Transparência2x___ / 10___ / 10___ / 10
10. Escalabilidade1x___ / 10___ / 10___ / 10
11. Custo-Benefício2x___ / 10___ / 10___ / 10
12. Atendimento Pós-Venda2x___ / 10___ / 10___ / 10
TOTAL PONDERADO/260_________

Interpretação dos Resultados:

  • 220-260 pontos: Fornecedor excepcional, parceria de longo prazo provável
  • 180-219 pontos: Fornecedor sólido, bom para maioria dos casos
  • 140-179 pontos: Fornecedor aceitável, mas com ressalvas importantes
  • Abaixo de 140: Fornecedor de risco, evite

Critérios Eliminatórios (nota mínima 7/10):

  • Critério 4: Atendimento Proativo
  • Critério 6: SLA e Garantias
  • Critério 7: Equipe Técnica
  • Critério 8: Segurança

Se um fornecedor tirar menos de 7 nesses critérios, elimine independente da nota total.


Red Flags: Sinais de Alerta que Devem Eliminar Fornecedores

Alguns comportamentos e características são sinais tão graves que devem desqualificar um fornecedor imediatamente:

🚩 RED FLAG 1: Promessas Irreais

“Zero downtime garantido”, “resolução de qualquer problema em minutos”, “melhor tecnologia do mercado pelo menor preço”. Fornecedor sério conhece as limitações e é honesto sobre elas.

🚩 RED FLAG 2: Pressão Comercial Excessiva

Descontos agressivos “só até hoje”, pressa injustificada para fechar, tentativas de pular etapas de avaliação. Parceria de qualidade não precisa de truques de vendedor de carros usados.

🚩 RED FLAG 3: Falta de Transparência

Recusa em fornecer referências, esquiva de perguntas técnicas diretas, proposta vaga sem detalhes de escopo, “isso a gente define depois de assinar”.

🚩 RED FLAG 4: Contrato Desequilibrado

Todas as garantias favorecem o fornecedor, multas altíssimas de rescisão, impossibilidade de sair sem grandes prejuízos, cláusulas abusivas.

🚩 RED FLAG 5: Estrutura Amadora

Atendimento apenas por WhatsApp pessoal, falta de processos formais, “somos pequenos mas dedicados” (código para despreparados), infraestrutura inexistente.

🚩 RED FLAG 6: Histórico Problemático

Múltiplas reclamações públicas não resolvidas, ex-clientes com relatos negativos consistentes, processos judiciais por má prestação de serviço.

🚩 RED FLAG 7: Preço Muito Abaixo do Mercado

Se 3 fornecedores cotam R$ 8-10k e um cota R$ 3k, algo fundamental está sendo cortado. Pode ser qualidade da equipe, ferramentas, disponibilidade ou escopo real.


Conclusão: Escolha Baseada em Critérios, Não em Achismos

Escolher empresa de terceirização de TI é uma decisão estratégica que impacta diretamente na continuidade e competitividade do negócio. Decisões baseadas apenas em preço, indicações superficiais ou impressões comerciais levam frequentemente a parcerias problemáticas.

Os 12 critérios apresentados neste guia oferecem uma metodologia objetiva para avaliar fornecedores, identificar riscos e tomar decisões informadas. Use o framework de scoring para comparar fornecedores de forma justa e estruturada.

Lembre-se: o fornecedor mais barato raramente é o de melhor custo-benefício, e o mais caro nem sempre justifica o investimento. O ideal é o fornecedor que equilibra competência técnica, transparência operacional, SLA sólido e investimento justo.

Invista tempo nesta avaliação. As semanas dedicadas a escolher bem poupam meses ou anos de problemas futuros.


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