Como monitorar Proxmox VE com o PRTG
Por Global Data Solutions
Resumo: O PRTG monitora Proxmox VE pela API do próprio Proxmox, com quatro sensores nativos: desempenho do nó, estado de máquina virtual, estado de contêiner e saúde do cluster. Eles saíram da fase experimental e passaram a ter suporte completo no PRTG 26.3.122; em versões anteriores, ainda dependem dos recursos experimentais. A credencial é um token de API com papel PVEAuditor, somente leitura, na porta 8006. Os sensores SSH v2 completam a visão do sistema operacional dos hosts. ZFS e Proxmox Backup Server não têm sensor nativo: o ZFS avisa por e-mail pelo próprio ZED, e as tarefas de backup têm notificação no próprio Proxmox.
A virtualização mudou de plataforma, e o monitoramento precisa acompanhar. Os sensores de VMware deixam de fazer sentido, as máquinas virtuais passam a morar em outro hipervisor, e o painel que avisava quando um host apertava ficou cinza. A Global Data, empresa de TI em São Paulo, é Gold Partner da Paessler, e a nossa equipe opera Proxmox VE em produção. Este guia mostra como montar o monitoramento de Proxmox VE no PRTG, da credencial no Proxmox aos alertas.
Se a migração ainda está em curso, o roteiro dela está em migração de VMware para Proxmox VE: etapas, janela e o que costuma dar errado, e o que precisa estar medido antes, durante e depois da troca, em monitoramento e backup na migração de virtualização. Este texto parte do ponto em que o ambiente já roda.
O que muda no monitoramento quando o hipervisor muda
O que se vigia continua o mesmo: o host que fica sem memória, a máquina virtual que parou, o disco que enche, o cluster que perde um nó, o backup que falhou de madrugada. O que muda é o caminho. No Proxmox VE, o PRTG busca essas informações pela API do próprio Proxmox, com sensores nativos, e completa com sensores SSH que leem o sistema operacional dos hosts. Duas coisas ficam de fora dos sensores nativos, o ZFS e o Proxmox Backup Server, e para elas o caminho é outro.
Um ponto de versão antes de tudo. Os quatro sensores nativos de Proxmox VE chegaram ao PRTG como beta, junto das versões 3.6.1 e 3.8.0 da probe multiplataforma, no início de 2026. Segundo a Paessler, eles passaram a ter suporte completo no PRTG 26.3.122. Quem roda uma versão anterior encontra os mesmos sensores marcados como beta, e precisa habilitar os recursos experimentais para vê-los. Atualizar o PRTG antes de montar o monitoramento evita trabalhar com sensor em fase de teste.
Preparar o Proxmox VE: um token de API somente leitura
Os sensores nativos conversam com a API do Proxmox VE, na porta 8006, e se autenticam com um token de API. Segundo o manual do PRTG, o usuário dono do token precisa ter o papel PVEAuditor ou superior. O PVEAuditor é o papel somente leitura do Proxmox, e é ele que basta: monitoramento lê, não altera.
O detalhe que derruba a primeira tentativa é a separação de privilégios. No Proxmox VE, um token novo nasce, por padrão, com privilégios separados: as permissões efetivas são a interseção entre as do usuário e as do próprio token, e o token precisa receber a permissão de forma explícita. Dar o papel só ao usuário não basta.
Pela linha de comando de um nó, o caminho segue o exemplo da documentação do Proxmox (troque o usuário e o nome do token pelo padrão da sua empresa):
pveum user add monitor@pve
pveum acl modify / -user monitor@pve -role PVEAuditor
pveum user token add monitor@pve prtg -privsep 1
pveum acl modify / -token 'monitor@pve!prtg' -role PVEAuditor
A permissão na raiz (/) dá ao token leitura do ambiente inteiro, que é o que o monitoramento precisa. O terceiro comando exibe o segredo do token uma única vez: copie antes de fechar o terminal.
No PRTG, crie o dispositivo com o endereço do nó e, nas configurações, preencha a seção Credentials for Proxmox: o API Token ID no formato usuário@realm!token (no exemplo, monitor@pve!prtg), o API Token Secret com o segredo copiado e a porta, que por padrão é 8006. Para um cluster com vários nós, coloque a credencial no grupo e deixe os dispositivos herdarem.
Os quatro sensores nativos de Proxmox VE
Os sensores exigem Proxmox VE 6.2 ou superior. Três deles são criados sobre um nó do cluster; o de saúde do cluster, sobre o dispositivo que representa o cluster.
Proxmox VE Node Performance. O desempenho do host: carga média (o canal principal), uso de CPU, memória disponível e em uso, espaço em disco e tempo ligado. É o sensor que responde se o nó aguenta a carga que está recebendo.
Proxmox VE Virtual Machine Status. Um sensor por máquina virtual QEMU/KVM, com estado, uso de CPU, memória alocada e usada e leitura e gravação em disco. O canal de estado é o principal: é o que avisa quando a máquina parou.
Proxmox VE Container Status. O equivalente para contêineres LXC. Contêiner em execução aparece como normal; contêiner parado aparece como aviso.
Proxmox VE Cluster Health. A saúde do cluster: se há quórum (o canal principal), quantos nós existem, quantos estão ativos e a porcentagem de nós online, que já vem com limites predefinidos. Se o cluster usa Ceph, o sensor traz também o estado do Ceph.
| Camada | Sensor | Situação no PRTG |
|---|---|---|
| Cluster | Proxmox VE Cluster Health | Suporte completo desde o PRTG 26.3.122 |
| Nó (host) | Proxmox VE Node Performance | Suporte completo desde o PRTG 26.3.122 |
| Máquina virtual | Proxmox VE Virtual Machine Status | Suporte completo desde o PRTG 26.3.122 |
| Contêiner | Proxmox VE Container Status | Suporte completo desde o PRTG 26.3.122 |
| Sistema operacional do host | SSH Disk Free v2, SSH Load Average v2, SSH Meminfo v2, SSH INodes Free v2 | Estável |
| Disponibilidade | Ping | Estável |
| ZFS | Sem sensor nativo | Alerta pelo ZED do próprio Proxmox |
| Backup | Sem sensor nativo para Proxmox Backup Server | Notificação do próprio Proxmox |
Hosts: os sensores SSH que completam a visão
O sensor de desempenho do nó mostra o que o Proxmox informa sobre o host. Os sensores SSH leem direto do sistema operacional e servem de segunda fonte, além de cobrir o que a API não detalha, como o espaço de cada sistema de arquivos e os inodes. Use as versões v2: o manual do PRTG marca os sensores SSH antigos como descontinuados, sem criação nova a partir das versões 26.x mais recentes. Os sensores v2 usam as credenciais de Linux por SSH do dispositivo.
Para quem ainda tem servidores de outras plataformas no mesmo painel, o vídeo antigo de como monitorar servidores Windows, Linux, VMware e XenServer mostra a lógica geral da ferramenta.
ZFS e backup: o que vigiar fora dos sensores nativos
O PRTG não tem sensor nativo de ZFS. Quem usa ZFS nos nós tem um aliado no próprio Proxmox: segundo a documentação, o ZFS traz um serviço de eventos, o ZED, que pode mandar e-mail em eventos como erro no pool, e o pacote já vem instalado por padrão. O endereço de destino fica em /etc/zfs/zed.d/zed.rc, no parâmetro ZED_EMAIL_ADDR, que por padrão aponta para o root. Apontar esse endereço para a caixa de alertas da equipe é a primeira coisa a fazer depois de criar o pool. A API do Proxmox também expõe os pools ZFS de cada nó, e o sensor genérico REST Custom v2 do PRTG consulta endpoints JSON com cabeçalho de autenticação, o que abre espaço para um sensor próprio.
O backup segue a mesma lógica. O PRTG não tem sensor para o Proxmox Backup Server, e o aviso de tarefa de backup que falhou vem do sistema de notificações do próprio Proxmox VE, que desde a versão 8.1 envia por SMTP e para o Gotify e, desde a 8.3, também por webhook. A documentação mostra como filtrar só as falhas de backup, que aparecem como eventos do tipo vzdump com severidade de erro. O Proxmox Backup Server tem o próprio sistema de notificações, com os mesmos tipos de destino. Para quem faz o backup com Acronis, a Acronis registra, nas notas de versão do Cyber Protect Cloud 25.07, o backup sem agente dentro das máquinas para Proxmox VE 8.2 ou superior, com um agente em cada nó do cluster.
Nenhum backup fica provado por notificação de sucesso. A restauração de teste é que confirma, e é o ponto em que o monitoramento termina e a rotina começa.
Alertas e dependências
A primeira semana de monitoramento serve para conhecer o comportamento normal de cada nó, e só depois os limites de aviso e erro de CPU, memória e carga devem ser ajustados. O canal de quórum do cluster é a exceção: perda de quórum é incidente desde o primeiro dia.
As dependências evitam a cascata. Se um nó cair, os sensores das máquinas virtuais dele vão todos para erro ao mesmo tempo. Configurar o ping do nó como dependência dos sensores das VMs e dos contêineres faz chegar um alerta em vez de vinte. A calibragem fina, com atraso, repetição e escalonamento, segue o roteiro de alertas inteligentes no PRTG para evitar falsos positivos, e o mesmo raciocínio de dependência aparece no monitoramento de firewall SonicWall com o PRTG, que costuma ficar no mesmo painel.
Implantação, na ordem:
- Atualizar o PRTG para a versão 26.3.122 ou posterior, ou habilitar os recursos experimentais numa versão anterior.
- Criar no Proxmox VE o usuário e o token com o papel PVEAuditor, dando a permissão também ao token.
- Criar o dispositivo no PRTG e preencher as credenciais de Proxmox no grupo do cluster.
- Adicionar o Cluster Health ao cluster e o Node Performance a cada nó.
- Adicionar os sensores de estado das máquinas virtuais e dos contêineres que sustentam sistema de negócio.
- Completar os hosts com os sensores SSH v2 de disco, carga, memória e inodes.
- Configurar o e-mail do ZED nos nós com ZFS e as notificações de falha de backup no Proxmox.
- Definir as dependências de cada VM em relação ao seu nó.
- Ajustar os limites depois de uma ou duas semanas de coleta.
Quando passar o monitoramento para a Global Data
O monitoramento montado é o começo. Depois dele vêm as VMs novas que precisam entrar no painel, os limites que mudam com a carga, a atualização do PRTG e do Proxmox e o alerta que chega às três da manhã.
No monitoramento de rede com PRTG da Global Data, essa operação fica com a nossa equipe. E quando a pergunta é a própria plataforma, do desenho do cluster à operação dos hosts, a página de virtualização de servidores mostra como trabalhamos.
Perguntas frequentes
O PRTG monitora Proxmox VE?
Sim. O PRTG tem quatro sensores nativos de Proxmox VE: desempenho do nó, estado de máquina virtual, estado de contêiner e saúde do cluster. Segundo a Paessler, eles têm suporte completo desde o PRTG 26.3.122; em versões anteriores, aparecem como beta e dependem dos recursos experimentais.
Que permissão o PRTG precisa no Proxmox?
Um token de API cujo usuário tenha o papel PVEAuditor ou superior, que é somente leitura. Como o token do Proxmox nasce com privilégios separados, a permissão precisa ser dada também ao token, não só ao usuário.
Os sensores de Proxmox ainda estão em beta?
Não a partir do PRTG 26.3.122, quando a Paessler os passou para suporte completo. Quem usa uma versão anterior do PRTG ainda os encontra como beta.
O PRTG monitora ZFS e Proxmox Backup Server?
Não há sensor nativo para nenhum dos dois. O ZFS avisa erros por e-mail pelo ZED, que vem instalado no Proxmox, e as falhas de backup são avisadas pelo sistema de notificações do Proxmox VE e do Proxmox Backup Server.
Que versão do Proxmox VE os sensores exigem?
Proxmox VE 6.2 ou superior, segundo o manual do PRTG.
Se a sua empresa migrou para Proxmox VE e o monitoramento ainda não acompanhou a troca, o primeiro passo é levantar o que precisa ser vigiado. Quero monitorar o nosso ambiente Proxmox VE
Serviço relacionado: conheça o serviço de monitoramento de redes e NOC 24x7 da Global Data.
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