Tipos de outsourcing em tecnologia da informação

Você já decidiu terceirizar a TI da sua empresa, mas ficou em dúvida sobre qual modelo de outsourcing escolher? Offshore, Onshore ou Nearshore — cada um tem vantagens e desafios específicos que impactam diretamente custos, comunicação e resultados.

O outsourcing de TI não é uma escolha binária. Existem três modalidades principais, cada uma adequada a diferentes realidades empresariais. Entender essas diferenças é crucial para tomar a decisão certa e evitar armadilhas comuns, como barreiras de idioma, fusos horários incompatíveis ou custos ocultos.

Neste artigo, você vai conhecer os três tipos de outsourcing em profundidade e descobrir qual se encaixa melhor no seu contexto. Para uma visão estratégica completa sobre terceirização, incluindo benefícios, custos e implementação, veja nosso Guia Definitivo de Terceirização de TI.


📖 Guia Completo: Este artigo foca nos tipos de outsourcing. Para entender o conceito completo, ROI, implementação e escolha de fornecedores, acesse nosso Guia Definitivo de Terceirização de TI 2026.


O que é o outsourcing de TI?

Trata-se do ato de utilizar prestadores externos de serviços para entregar um gerenciamento de TI de qualidade.

O conceito está diretamente associado à prática de terceirizar serviços e tarefas operacionais da empresa, garantindo que os colaboradores internos possam se concentrar nas atividades-fim do negócio.

Embora os termos sejam usados como sinônimos no Brasil, existe uma diferença técnica importante: terceirização é o termo jurídico brasileiro que define a contratação de serviços não relacionados à atividade-fim da empresa. Outsourcing é o conceito mais amplo, originado no inglês, que engloba diferentes modelos de delegação de processos — incluindo os três tipos que vamos explorar a seguir.

Quais são os principais tipos?

Existem três tipos de outsourcing de TI. Apresentaremos cada um deles e suas principais características.

Offshore Outsourcing

Nesse modelo, as atividades são migradas para outro país, como Rússia, Índia e China, destinos muito procurados por quem adota essa modalidade. A principal razão é o custo mais baixo para profissionais capacitados nesses países, que pode chegar a 60-70% de economia em relação a contratar localmente.

No entanto, o problema principal reside nas falhas de comunicação, principalmente em nações cujo idioma é muito diferente do português ou mesmo do inglês. Diferenças de fuso horário também complicam reuniões e resolução de problemas urgentes. Um servidor que cai às 2h da manhã no Brasil pode significar esperar 12 horas até a equipe offshore acordar e começar a trabalhar.

O modelo offshore funciona bem para desenvolvimento de software não-crítico, onde os requisitos estão muito bem documentados e a comunicação assíncrona é aceitável. Para suporte de infraestrutura e resolução de incidentes, raramente é a melhor escolha.

Onshore Outsourcing

O Onshore Outsourcing é a terceirização dos serviços de TI de um negócio para uma empresa externa, sediada na mesma cidade ou no mesmo país. É o modelo mais comum que encontramos no Brasil, principalmente para as pequenas e médias empresas.

Com essa modalidade, é possível entregar as tarefas operacionais a profissionais altamente especializados e eliminar atividades triviais, mantendo comunicação fluida em português e alinhamento cultural. O fornecedor entende as particularidades da legislação brasileira, especialmente a LGPD, e pode atuar rapidamente em situações de emergência.

O custo é mais alto comparado ao offshore, mas a qualidade de comunicação, velocidade de resposta e redução de riscos geralmente compensam. Para empresas que dependem de alta disponibilidade e suporte crítico, o onshore é quase sempre a escolha mais segura.

Nearshore Outsourcing

Por último, o Nearshore Outsourcing é uma modalidade de terceirização de serviços praticada entre nações vizinhas ou regiões próximas. O fato de que elas compartilham uma língua ou tenham fusos horários semelhantes, por exemplo, também torna essa opção bastante atraente.

Intercâmbios de serviços entre países como o Brasil e a Argentina, ou entre os Estados Unidos e o Canadá, são exemplos de como essa cooperação pode ocorrer de forma tranquila e ágil. O custo fica em um meio-termo entre offshore e onshore, oferecendo um equilíbrio interessante de economia e qualidade.

O nearshore é ideal para empresas que querem reduzir custos sem sacrificar completamente a comunicação e o alinhamento cultural. Trabalhar com Argentina ou Uruguai, por exemplo, mantém a proximidade geográfica e o espanhol como língua próxima ao português.

Comparativo: Qual Modelo de Outsourcing Escolher?

A escolha do modelo correto depende de vários fatores: criticidade dos sistemas, orçamento disponível, complexidade técnica e necessidade de comunicação frequente.

CritérioOffshoreOnshoreNearshore
CustoMuito baixo (30-70% economia)Alto (custo local)Médio (20-40% economia)
ComunicaçãoDifícil (idioma/fuso)Excelente (mesmo idioma/cultura)Boa (idioma próximo)
ControleBaixoAltoMédio
Risco culturalAltoBaixíssimoBaixo
Velocidade de respostaLenta (fuso horário)RápidaBoa
Ideal paraDesenvolvimento de softwareSuporte crítico e infraestruturaProjetos médios

Se você ainda não entende bem o conceito de terceirização e está começando a explorar o tema, recomendamos começar pelo nosso guia sobre o que é terceirização de TI.

Quando Usar Cada Modelo de Outsourcing

A decisão entre offshore, onshore ou nearshore não deve ser baseada apenas em custo. Veja quando cada modelo faz mais sentido.

Offshore é ideal se você tem…

  • Projetos de desenvolvimento de software com escopo muito bem definido
  • Orçamento extremamente limitado e flexibilidade de prazo
  • Equipe interna forte para gerenciar a comunicação e validar entregas
  • Tolerância a riscos de comunicação e possíveis retrabalhos

Exemplo: Desenvolvimento de um aplicativo mobile onde os requisitos estão totalmente documentados e o projeto não é urgente.

Onshore é essencial quando…

  • Você depende de infraestrutura crítica e precisa de suporte imediato
  • Conformidade regulatória (LGPD) é obrigatória
  • Comunicação frequente e resolução rápida são prioridades
  • A diferença de custo não é impeditiva para o negócio

Exemplo: Monitoramento 24×7 de infraestrutura, backup e disaster recovery, cibersegurança.

Nearshore funciona para…

  • Projetos de média complexidade onde comunicação é importante mas não crítica
  • Empresas que querem economia sem abrir mão totalmente de proximidade
  • Desenvolvimento de sistemas com alguns pontos de contato semanais
  • Complemento de equipe interna (staffing aumentado)

Exemplo: Desenvolvimento de features específicas de um sistema existente, com revisões semanais.

Erros Comuns ao Escolher Modelo de Outsourcing

Evite esses erros frequentes que custam caro.

Escolher apenas pelo preço

O custo por hora mais baixo nem sempre significa economia real. Se você contrata offshore a R$ 50/hora mas precisa de 80 horas para entregar o que um onshore faria em 40 horas a R$ 120/hora, você gastou mais, não menos.

Além disso, custos de retrabalho, erros de comunicação e atrasos não aparecem na cotação inicial mas impactam o resultado final.

Ignorar diferenças de fuso horário

Um problema crítico que surge às 18h no Brasil significa que sua equipe offshore na Índia está dormindo. Você só terá resposta 12 horas depois. Para sistemas críticos, isso é inaceitável.

Não validar expertise técnica

Nem toda empresa de outsourcing offshore tem expertise real. Muitas são intermediários que subcontratam freelancers sem controle de qualidade. Exija portfólio, referências e certificações comprovadas.

Quais são as suas principais vantagens?

Agora que já sabemos os tipos e quando usar cada um, vamos destacar as vantagens comuns a qualquer modelo de outsourcing bem implementado.

Foco no cliente

A empresa parceira se concentra totalmente nas necessidades da contratante. Assim, os serviços fornecidos levam em consideração as demandas, preferências e objetivos do negócio.

Em um modelo bem estruturado, o fornecedor atua como extensão do seu time, não como um silo isolado. Reuniões de alinhamento garantem que as prioridades tecnológicas estejam sincronizadas com as metas de negócio.

Investimento com alto retorno

Uma equipe interna de TI é útil, mas vamos imaginar a seguinte situação: um problema ocorre na infraestrutura tecnológica e os colaboradores não sabem como lidar com ele. Em vez de custear treinamentos (que também demandam tempo), a melhor opção é entregar a solução para consultores externos, que trabalharão de forma ágil para solucionar aquela deficiência, reduzindo os custos totais.

Isso porque esses profissionais têm um conhecimento técnico elevado, já que estão sempre estudando sobre tecnologia. Os gestores podem utilizar o capital economizado para realizar outras melhorias na empresa.

Para entender o ROI completo da terceirização com dados concretos, veja nossa análise detalhada das 10 vantagens estratégicas da terceirização de TI.

Aumento de produtividade

Com prestadores terceirizados de serviço de TI realizando as tarefas operacionais, a empresa ganha tempo e eficiência. Isso se explica pelo fato de que essas atividades serão repassadas a profissionais com amplo conhecimento de causa, que se dedicarão a otimizar todos os procedimentos.

Seja qual for o modelo escolhido, o resultado é liberar sua equipe interna para focar no que realmente importa: fazer o negócio crescer.

Outsourcing de TI com a Global Data

E aí, o que achou do post? A Global Data atua no modelo Onshore Outsourcing, oferecendo serviços de TI gerenciada com equipe 100% brasileira, monitoramento proativo, segurança avançada e suporte em português com conhecimento profundo da realidade das empresas brasileiras.

Para ler mais sobre o assunto, aproveite para conferir o nosso post sobre terceirização de TI!


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